Archive for the 'people-environment' Category

17
mar
10

A Dimensão Oculta (Edward Hall)

La Dimensión Oculta (fichamento)

(19ªed.) Madrid, Espana: Siglo XXI editores, 1999.

O tema central do livro é o espaço pessoal e social e a percepção que o homem tem dele (p.6).

Cultura como Comunicação (capítulo 1, p. 6-13)

Proxêmica: (termo criado pelo autor) conceito utilizado para designar as observações e teorias inter-relacionadas do emprego que o homem faz do espaço, que é uma elaboração especializada da cultura (p.6). Observações e teorias inter-relacionadas acerca do emprego do espaço pelo homem (p.125).

Segundo Benjamin Lee Whorf, o idioma é mais do que um simples meio de expressar o pensamento, é um elemento principal na formação do pensamento. A percepção que o homem tem do mundo está programada pela língua que fala (p.6-7).

Os sistemas culturais, de países, cidades e grupos sociais, por um lado emprestam significado à nossa vida e por outro geram deformação de sentido na percepção e interpretação do mundo.

Nesse sentido o idioma e o vocabulário do indivíduo são mais do que meios de expressão do pensamento, trata-se na realidade do meio principal da formação do pensamento. A mente humana registra e estrutura a realidade exterior de acordo com a língua e vocabulário que utiliza.

Pessoas de diferentes sistemas culturais não só utilizam diferentes linguagens, mas também habitam diferentes mundos sensórios (p.8).

O homem se distingue dos demais animais pelo fato de ter desenvolvido prolongamentos de seu organismo: cérebro-computador, voz-telefone, pernas-rodas; a linguagem prolonga a experiência do tempo e espaço, e a escrita prolonga a linguagem (p.9). Segundo o antropólogo Weston La Barre, o homem transferiu a evolução de seu corpo aos seus prolongamentos e assim acelerou o processo evolutivo (p.9).

Podemos ver o homem como um organismo que elaborou e especializou seus prolongamentos a tal ponto que estes tomaram o comando e estão substituindo rapidamente a natureza. Ou seja, o homem criou uma nova dimensão, a dimensão cultural, da qual a proxêmica é apenas uma parte (p.10).

A relação entre o homem e a dimensão cultural é tal que tanto o homem quanto seu meio ambiente participam de um modelamento mútuo (p.10).

O homem está agora em condições de criar realmente todo o mundo em que pretende vive, o que os biólogos chamam de biotopo. E ao criar esse mundo, está determinando a classe de organismo que será. Num sentido mais amplo, isso significa que nossas cidades estão criando tipos diferentes de pessoas (p.10).

Continue lendo ‘A Dimensão Oculta (Edward Hall)’

24
nov
09

Novo livro sobre APO (avaliação pós-ocupação)

 Interessados e pesquisadores da área de avaliação de desempenho do ambiente construído, não deixem de acessar o livro digital Observando a Qualidade do Lugar: procedimentos para a avaliação pós-ocupação.

Os autores são professores doutores da UFRJ (Paulo Afonso Rheingantz, Giselle Arteiro Azevedo, Alice Brasileiro, Denise de Alcantara, Mônica Queiroz), pesquisadores do grupo ProLUGAR, que vem desenvolvendo pesquisa na área de APO há décadas.

O livro é uma compilação das experiências de pesquisa do grupo e apresenta métodos e instrumentos de APO detalhadamente, com diversas exemplificações. Extremamente útil para a pesquisa na área da arquitetura e urbanismo, vale à pena conferir!

04
set
09

experiência e cognição no lugar de trabalho

dissertacaoEsta dissertação busca aprofundar o entendimento da relação homem x ambiente no lugar de trabalho, a partir da abordagem atuacionista da cognição humana, a fim de identificar os elementos que proporcionam bem-estar aos usuários e conferem qualidade ao ambiente de trabalho. A partir do problema que direciona esta investigação – a incorporação do “olhar cognitivo” contribui efetivamente para a compreensão da qualidade do lugar de trabalho? – a pesquisa procura relacionar a cognição e a Avaliação Pós-Ocupação (APO) de ambientes de escritório, através da abordagem da Observação Incorporada – fundamentada no atuacionismo e na objetividade entre parêntesis – onde a experiência vivenciada pelo pesquisador e demais usuários no e sobre o ambiente é instrumento e objeto de pesquisa, tendo como base um conjunto de atributos de desempenho do ambiente construído. Como estudo de caso, foi realizada a APO de uma empresa do ramo de educação executiva, em operação na cidade de São Paulo. Continue lendo ‘experiência e cognição no lugar de trabalho’

12
ago
09

Relação Homem-Ambiente

evolucao-do-homem-com-a-comidaO homem se distingue dos demais animais pelo fato de ter desenvolvido prolongamentos de seu organismo: cérebro-computador, voz-telefone, pernas-rodas; a linguagem prolonga a experiência do tempo e espaço, e a escrita prolonga a linguagem. Segundo o antropólogo Weston La Barre, o homem transferiu a evolução de seu corpo aos seus prolongamentos e assim acelerou o processo evolutivo.

Podemos ver o homem como um organismo que elaborou e especializou seus prolongamentos a tal ponto que estes tomaram o comando e estão substituindo rapidamente a natureza. Ou seja, o homem criou uma nova dimensão, a dimensão cultural. A relação entre o homem e a dimensão cultural é tal que tanto o homem quanto seu meio ambiente participam de um modelamento mútuo.

O homem está agora em condições de criar realmente todo o mundo em que pretende viver, o que os biólogos chamam de biotopo. E ao criar esse mundo, está determinando a classe de organismo que será. Num sentido mais amplo, isso significa que nossas cidades estão criando tipos diferentes de pessoas.

Reflexões a partir do livro “A Dimensão Oculta” (Edward Hall)

03
ago
09

Ambiente físico como diferencial estratégico para os negócios

flw_Larkin_interiorA humanização do ambiente de trabalho vem se ampliando não por simples modismo, mas pela necessidade de se buscar diferenciais competitivos sustentáveis. Finalmente nos demos conta de que qualquer empresa é feita por pessoas, e de que as pessoas não são máquinas com precisão matemática.

Todos temos particularidades, idéias, emoções e atitudes personalíssimas, que ao mesmo tempo causam e recebem influência de um meio físico, social e cultural. Isso não é novidade, mas a diferença agora é que estamos começando a reconhecer tudo isso. Uma das maiores provas dessa mudança é a chegada da era do conhecimento e, por extensão, da gestão do conhecimento nas empresas.

Quem gera conhecimento é a pessoa, ao atribuir significado às informações que acessa. Por essa razão, gerir conhecimento envolve a gestão de relacionamentos que possam reduzir tempo de aprendizagem a partir do compartilhamento de informações e das práticas conjuntas (em equipe) geradoras de conhecimento.

Esse processo otimiza a produtividade porque potencializa o ganho de expertise dos profissionais da empresa. Para isso é preciso compreender cada vez mais o ser humano e suas relações – intrapessoal, interpessoal e com o meio cultural e físico.

Nesse contexto é preciso que as variáveis sociais, culturais, intrapessoais e ambientais estejam alinhadas, coerentes com as práticas de gestão. Para o colaborador, a percepção de uma eventual incoerência pode até levar tempo, mas em algum momento será identificado quando o discurso é apenas “politicamente correto” e quando corresponde de fato às intenções e as práticas empresariais.

Nesse ponto cabe a seguinte questão: a empresa está disposta a perder talentos devido à práticas incoerentes de gestão?

05
jun
09

Humanizando o desenho do lugar de trabalho (Human based workspace design)

By Ana Paula Simões

workspaceHumanizar o desenho do local de trabalho é tornar mais humano todo o processo de concepção do ambiente, ou seja, além de considerar as demandas técnicas e funcionais características do negócio, é preciso levar em consideração as pessoas envolvidas no processo, sua cognição, comportamento e o contexto social e cultural.

Os modelos de trabalho e processos de produção vêm mudando em velocidade acelerada desde a revolução industrial. A mudança dos artefatos – equipamentos, tecnologias, métodos e técnicas – estão na ponta do processo e provocando a necessidade de mudanças nas relações humanas – sociais e culturais – de menor velocidade. É mais rápido mudar coisas (desprovidas de desejos e necessidades) do que pessoas – com valores, crenças, expectativas e temperamentos diferentes.

Curioso observar que a produção do local de trabalho reflete essa diferença de velocidade: ao mesmo tempo em que avança o desenvolvimento de novos materiais, processos construtivos e tecnologia, o ritmo da demanda e produção de ambientes de trabalho que sejam um reflexo dos mais recentes modelos organizacionais é bastante lento.

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21
maio
09

Barriers to Sustainability

Fairleigh Dickinson University

sustainable pyramidThe American Management Association (AMA) report, Creating a Sustainable Future: A Global Study of Current Trends and Possibilities, 2007–2017, lists several barriers to sustainable business. It cites such examples as an anti-environmentalism movement, challenges to global warming research, affordability, unawareness of what sustainability is, skepticism among leaders, difficulty in measuring goals and short-term thinking by corporate executives.

Another barrier to sustainability is the notion that such initiatives are an expensive gamble on the corporation’s part. “Managers who are trained to believe that profit is the prime directive of business may find it hard to believe the financial bottom line can improve through social- and environmental-responsibility efforts,” states the report.

Another source of resistance is confusion over what constitutes a sustainable business. According to the AMA study, “Some executives confuse sustainability with one of its parts — corporate social responsibility — and assume their organizations are already up to par because they have done good things for their communities.”

One very strong deterrent to implementing sustainable business practices is the difficulty in measuring sustainability outcomes. This is where organizations like Fairleigh Dickinson University’s Institute for Sustainable Enterprise (ISE) and the AMA become crucial to the future of business and society.

“Education can bring much-needed awareness to corporate sustainability and different ways to measure it,” says Joel Harmon, ISE director of research. For instance, the ISE has developed the Sustainability Pyramid, which details qualities associated with highly successful sustainability strategies (see Figure 1).

Midway as one moves up the pyramid are metrics or the measurement of sustainability efforts. These may include: environmental efficiency, measured through energy audits; carbon footprint analysis; global reporting initiatives undertaken; community/corporate citizenship, commonly known as corporate social responsibility; a corporate atmosphere that is strong on ethics; and a diverse employee population.

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Sou Ana Paula Simões, pesquisadora da relação pessoa-ambiente em diversos contextos de interrelação. Postarei aqui informações, curiosidades, pesquisas e ferramentas interessantes na área. Seja bem-vindo(a)!

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