08
fev
11

Silêncio… incomoda?

Uns dizem que quem cala consente, outros que um olhar vale mais que mil palavras… há ainda aquele silêncio típico do “climão”… e também o silêncio confortável da aceitação mútua e incondicional.

O silêncio informa, e a leitura correta do tipo de silêncio que está ocorrendo auxilia na melhor condução e posicionamento nas relações interpessoais.

A autora Áurea Castilho, em seu livro “A dinâmica do trabalho de grupo” lista 18 tipos de silêncio conforme o contexto de interrelação: Continue lendo ‘Silêncio… incomoda?’

03
fev
11

Aprendizagem significativa em T&D

Como adotar os princípios da andragogia na prática de treinamento e desenvolvimento?

Como evitar que o treinamento seja uma mera passagem de informações sem significado para os participantes e o instrutor um repetidor de conceitos “enlatados”?

No livro Train Smart, Richard Allen apresenta conceitos que ajudam a responder essas questões. Embora não faça menção direta sobre a andragogia, o autor indica alguns procedimentos para qualificação da prática de T&D alinhados à educação de adultos.

Confira o resumo e um quadro-síntese do livro.

18
nov
10

Design instrucional andragógico

Problema iminente

Aprender na empresa é absolutamente diferente da aprendizagem acadêmica. Um dos diferenciais fundamentais é a relevância prática do conhecimento, visando resolver problemas imediatos da vida real do profissional.

As atividades instrucionais no ambiente organizacional precisam, portanto, considerar as características do adulto aprendente, que possui toda uma bagagem de vida, profissional e pessoal, e necessidades imediatas de solução de problemas.

Conhecer algumas teorias de aprendizagem dão suporte conceitual aos que se dedicam, ou se interessam, pelo design instrucional voltado às organizações. Partilho com vocês um material que considerei bastante interessante nesse sentido: um quadro comparativo de diferentes teorias de aprendizagem, suas aplicações para o ensino e avaliação dos resultados (clique para acessar).

21
out
10

O processo no grupo – Yalom

Excelente livro para entender melhor processos de grupo, Psicoterapia de Grupo (Irvin Yalom) aborda de maneira didática como fazer a leitura do que se passa no grupo e melhores métodos de intervenção.

Saiba mais sobre o que está por trás do que as pessoas dizem e fazem em grupo.

O livro se baseia em duas premissas: 1. a interação no aqui-e-agora é crucial para a efetividade da dinâmica do grupo; e 2. quanto mais focado em processo, mais potência tem o grupo.

Clique aqui e acesse o resumo do capítulo 6 do livro, sobre a ativação e o esclarecimento do aqui-e-agora (processo).

11
abr
10

a árvore do conhecimento (maturana e varela)

O livro tem como idéia central conhecer o conhecer através de um approach nem representacionista (o mundo como representações mentais) nem solipsista (concepção da filosofia clássica segundo o qual só existe a interioridade de cada um), mas da contabilidade lógica a partir da observação da ontogenia de uma unidade autopoiética (dinâmica interna + interação): 

Como observadores, podemos ver uma unidade em domínios diferentes, a depender das distinções que fizermos. Assim, por um lado podemos considerar um sistema no domínio de funcionamento de seus componentes, no âmbito de seus estados internos e modificações estruturais. Partindo desse modo de operar, para a dinâmica interna do sistema o ambiente não existe, é irrelevante. Por outro lado, também podemos considerar uma unidade segundo suas interações com o meio, e descrever a história de suas inter-relações com ele. Nessa perspectiva – na qual o observador pode estabelecer relações entre certas características do meio e o comportamento da unidade – a dinâmica interna desta é irrelevante (p. 150 e 151). 

[…] Nenhum desses dois domínios possíveis de descrição é problemático em si. Ambos são necessários para o pleno entendimento de uma unidade. É o observador que os correlaciona a partir de sua perspectiva externa (p. 151). 

[…] O êxito ou fracasso de uma conduta são sempre definidos pelo âmbito de expectativas especificadas pelo observador (p. 154).  

Os autores partem da premissa que a certeza é uma ilusão: “toda experiência de certeza é um fenômeno individual cego em relação ao ato cognitivo do outro, numa solidão que […] só é transcendida no mundo que criamos junto com ele.” (p. 22). Considera ainda que o fenômeno do conhecer é indissociável da nossa experiência de mundo: “não se pode tomar o fenômeno do conhecer como se houvesse ‘fatos’ ou objetos lá fora, que alguém capta e introduz na cabeça. A experiência de qualquer coisa lá fora é validada de uma maneira particular pela estrutura humana, que torna possível ‘a coisa’ que surge na descrição” (p. 31). Trecho essencial do livro (p. 108 e 109): 

Como observadores, distinguimos a unidade que é o ser vivo de seu pano de fundo e o caracterizamos com uma determinada organização. Com isso, optamos por distinguir duas estruturas, que serão consideradas operacionalmente independentes entre si – o ser vivo e o meio – e entre as quais ocorre uma congruência estrutural necessária (caso contrário a unidade desaparece). Nessa congruência estrutural, uma perturbação no meio não contém em si uma especificação de seus efeitos sobre o ser vivo. Este, por meio de sua estrutura, é que determina quais as mudanças que ocorrerão em resposta. Essa interação não é instrutiva, porque não determina quais serão seus efeitos. Por isso, usamos a expressão desencadear um efeito, e com ela queremos dizer que as mudanças que resultam da interação entre o ser vivo e o meio são desencadeadas pelo agente perturbador e determinadas pela estrutura do sistema perturbado. […] como cientistas, só podemos tratar com unidades estruturalmente determinadas. Isto é: só podemos lidar com sistemas nos quais todas as modificações estão determinadas por sua estrutura – seja ela qual for –, e nos quais essas modificações estruturais ocorram como resultado de sua própria dinâmica, ou sejam desencadeadas por suas interações.  

Clique aqui para acessar o fichamento completo.

17
mar
10

A Dimensão Oculta (Edward Hall)

La Dimensión Oculta (fichamento)

(19ªed.) Madrid, Espana: Siglo XXI editores, 1999.

O tema central do livro é o espaço pessoal e social e a percepção que o homem tem dele (p.6).

Cultura como Comunicação (capítulo 1, p. 6-13)

Proxêmica: (termo criado pelo autor) conceito utilizado para designar as observações e teorias inter-relacionadas do emprego que o homem faz do espaço, que é uma elaboração especializada da cultura (p.6). Observações e teorias inter-relacionadas acerca do emprego do espaço pelo homem (p.125).

Segundo Benjamin Lee Whorf, o idioma é mais do que um simples meio de expressar o pensamento, é um elemento principal na formação do pensamento. A percepção que o homem tem do mundo está programada pela língua que fala (p.6-7).

Os sistemas culturais, de países, cidades e grupos sociais, por um lado emprestam significado à nossa vida e por outro geram deformação de sentido na percepção e interpretação do mundo.

Nesse sentido o idioma e o vocabulário do indivíduo são mais do que meios de expressão do pensamento, trata-se na realidade do meio principal da formação do pensamento. A mente humana registra e estrutura a realidade exterior de acordo com a língua e vocabulário que utiliza.

Pessoas de diferentes sistemas culturais não só utilizam diferentes linguagens, mas também habitam diferentes mundos sensórios (p.8).

O homem se distingue dos demais animais pelo fato de ter desenvolvido prolongamentos de seu organismo: cérebro-computador, voz-telefone, pernas-rodas; a linguagem prolonga a experiência do tempo e espaço, e a escrita prolonga a linguagem (p.9). Segundo o antropólogo Weston La Barre, o homem transferiu a evolução de seu corpo aos seus prolongamentos e assim acelerou o processo evolutivo (p.9).

Podemos ver o homem como um organismo que elaborou e especializou seus prolongamentos a tal ponto que estes tomaram o comando e estão substituindo rapidamente a natureza. Ou seja, o homem criou uma nova dimensão, a dimensão cultural, da qual a proxêmica é apenas uma parte (p.10).

A relação entre o homem e a dimensão cultural é tal que tanto o homem quanto seu meio ambiente participam de um modelamento mútuo (p.10).

O homem está agora em condições de criar realmente todo o mundo em que pretende vive, o que os biólogos chamam de biotopo. E ao criar esse mundo, está determinando a classe de organismo que será. Num sentido mais amplo, isso significa que nossas cidades estão criando tipos diferentes de pessoas (p.10).

Continue lendo ‘A Dimensão Oculta (Edward Hall)’

03
dez
09

Música, ambiente e comportamento: desenho da paisagem sonora (soundscape design)

Quem já não entrou numa loja e saiu quase imediatamente por causa do tipo de música ambiente? Quem já não ficou com os nervos à flor da pele devido ao excesso de barulho a sua volta? Quem já não relaxou a beira mar ao som das ondas calmas e o canto dos pássaros?

Em 5 minutos Julian Tresure demonstra o poder do desenho da paisagem sonora sobre o comportamento das pessoas, e como o som pode ser um aliado na composição de uma marca, na capacidade produtiva e no bem-estar do indivíduo.

24
nov
09

Novo livro sobre APO (avaliação pós-ocupação)

 Interessados e pesquisadores da área de avaliação de desempenho do ambiente construído, não deixem de acessar o livro digital Observando a Qualidade do Lugar: procedimentos para a avaliação pós-ocupação.

Os autores são professores doutores da UFRJ (Paulo Afonso Rheingantz, Giselle Arteiro Azevedo, Alice Brasileiro, Denise de Alcantara, Mônica Queiroz), pesquisadores do grupo ProLUGAR, que vem desenvolvendo pesquisa na área de APO há décadas.

O livro é uma compilação das experiências de pesquisa do grupo e apresenta métodos e instrumentos de APO detalhadamente, com diversas exemplificações. Extremamente útil para a pesquisa na área da arquitetura e urbanismo, vale à pena conferir!

15
out
09

Ecologia profunda

Repensando o conceito de ecologia, atribuindo novo significado à relação entre o homem e a natureza… assista ao vídeo apresentado por Satish Kumar e reflita…

07
out
09

Retrofit e Sustentabilidade

O conceito de retrofit está ligado à modernização de estruturas edificadas e atualmente tem sido aplicado levando em conta as demandas de sustentabilidade em relação aos espaços construídos.

Através do retrofit se busca a adequação das necessidades do local às funções, mantendo as características formais da edificação, preservando assim seu valor histórico e cultural.

O Retrofit trabalha o conceito de sustentabilidade na medida em que busca preservar os elementos que caracterizam a edificação (ao invés de simplesmente descartá-los), sendo modificadas características que melhorem o desempenho energéticos, aumentem sua eficiência funcional e valorizem sua estética.

Para identificar o que precisa ser modificado na edificação pode-se utilizar a metodologia APO – Avaliação Pós-Ocupação, através da qual se elabora o diagnóstico de desempenho dos espaços construídos e indica-se diretrizes a serem adotadas nas ações de retrofit ou novos projetos.

Veja alguns exemplos de retrofit na reportagem de André Trigueiro para o programa Cidades e Soluções da Globo News:

04
set
09

experiência e cognição no lugar de trabalho

dissertacaoEsta dissertação busca aprofundar o entendimento da relação homem x ambiente no lugar de trabalho, a partir da abordagem atuacionista da cognição humana, a fim de identificar os elementos que proporcionam bem-estar aos usuários e conferem qualidade ao ambiente de trabalho. A partir do problema que direciona esta investigação – a incorporação do “olhar cognitivo” contribui efetivamente para a compreensão da qualidade do lugar de trabalho? – a pesquisa procura relacionar a cognição e a Avaliação Pós-Ocupação (APO) de ambientes de escritório, através da abordagem da Observação Incorporada – fundamentada no atuacionismo e na objetividade entre parêntesis – onde a experiência vivenciada pelo pesquisador e demais usuários no e sobre o ambiente é instrumento e objeto de pesquisa, tendo como base um conjunto de atributos de desempenho do ambiente construído. Como estudo de caso, foi realizada a APO de uma empresa do ramo de educação executiva, em operação na cidade de São Paulo. Continue lendo ‘experiência e cognição no lugar de trabalho’

12
ago
09

Relação Homem-Ambiente

evolucao-do-homem-com-a-comidaO homem se distingue dos demais animais pelo fato de ter desenvolvido prolongamentos de seu organismo: cérebro-computador, voz-telefone, pernas-rodas; a linguagem prolonga a experiência do tempo e espaço, e a escrita prolonga a linguagem. Segundo o antropólogo Weston La Barre, o homem transferiu a evolução de seu corpo aos seus prolongamentos e assim acelerou o processo evolutivo.

Podemos ver o homem como um organismo que elaborou e especializou seus prolongamentos a tal ponto que estes tomaram o comando e estão substituindo rapidamente a natureza. Ou seja, o homem criou uma nova dimensão, a dimensão cultural. A relação entre o homem e a dimensão cultural é tal que tanto o homem quanto seu meio ambiente participam de um modelamento mútuo.

O homem está agora em condições de criar realmente todo o mundo em que pretende viver, o que os biólogos chamam de biotopo. E ao criar esse mundo, está determinando a classe de organismo que será. Num sentido mais amplo, isso significa que nossas cidades estão criando tipos diferentes de pessoas.

Reflexões a partir do livro “A Dimensão Oculta” (Edward Hall)

03
ago
09

Ambiente físico como diferencial estratégico para os negócios

flw_Larkin_interiorA humanização do ambiente de trabalho vem se ampliando não por simples modismo, mas pela necessidade de se buscar diferenciais competitivos sustentáveis. Finalmente nos demos conta de que qualquer empresa é feita por pessoas, e de que as pessoas não são máquinas com precisão matemática.

Todos temos particularidades, idéias, emoções e atitudes personalíssimas, que ao mesmo tempo causam e recebem influência de um meio físico, social e cultural. Isso não é novidade, mas a diferença agora é que estamos começando a reconhecer tudo isso. Uma das maiores provas dessa mudança é a chegada da era do conhecimento e, por extensão, da gestão do conhecimento nas empresas.

Quem gera conhecimento é a pessoa, ao atribuir significado às informações que acessa. Por essa razão, gerir conhecimento envolve a gestão de relacionamentos que possam reduzir tempo de aprendizagem a partir do compartilhamento de informações e das práticas conjuntas (em equipe) geradoras de conhecimento.

Esse processo otimiza a produtividade porque potencializa o ganho de expertise dos profissionais da empresa. Para isso é preciso compreender cada vez mais o ser humano e suas relações – intrapessoal, interpessoal e com o meio cultural e físico.

Nesse contexto é preciso que as variáveis sociais, culturais, intrapessoais e ambientais estejam alinhadas, coerentes com as práticas de gestão. Para o colaborador, a percepção de uma eventual incoerência pode até levar tempo, mas em algum momento será identificado quando o discurso é apenas “politicamente correto” e quando corresponde de fato às intenções e as práticas empresariais.

Nesse ponto cabe a seguinte questão: a empresa está disposta a perder talentos devido à práticas incoerentes de gestão?

22
jul
09

World Builder

Pessoal, olha que barato esse vídeo de realidade virtual! Ah se projetar fosse rápido e prático assim…

Notem que o mundo é construído com fim terapêutico. Interessante essa fábula que ilustra a relação entre o ambiente e o comportamento humano. Vale conferir!

29
jun
09

Ambiente físico propício à gestão do conhecimento

clubEquacionar a necessidade de privacidade e interação é um desafio da concepção dos ambiente de trabalho da atualidade, especialmente diante da demanda de espaços que permitam a convivência e contato constante, que possibilitem a troca de conhecimento de maneira desimpedida e, por outro lado, certos tipos de trabalho que exigem concentração, sigilo e respeito à privacidade.

A polêmica privacidade vs. interação é apimentada quando o discurso da “necessidade de abrir os espaços e ao mesmo tempo possibilitar àqueles que necessitam salas fechadas” é utilizado como justificativa para, no fundo, fazer uso da diferenciação do tratamento dos ambientes como símbolo de status e indicação da posição hierárquica. Nos Estados Unidos por exemplo, a expressão corner office (escritório de quina, com duas faces envidraçadas) é freqüentemente utilizada como símbolo de ascenção profissional.

Concordo que haja diferentes necessidades de espaço físico conforme a atividade exercida e as características da equipe. O que não concordo é que as verdadeiras intenções do tratamento diferente dos espaços, com “salas para os chefes e baias apertadas para o staff” – opinião de um colaborador em pequisa de opinião sobre o ambiente físico de trabalho que realizei – esteja ocultada por um discurso de necessidade de maior interação entre as áreas. Continue lendo ‘Ambiente físico propício à gestão do conhecimento’

25
jun
09

Onde os talentos preferem trabalhar?

blue space IBM workspaceTer uma marca forte, ou seja, com forte evocação de imagens mentais positivas, é importantíssimo para o sucesso de qualquer produto. Além disso, atualmente as empresas são lembradas não apenas pelos produtos e serviços que oferecem, mas também por fatores que cada vez mais se compreende como parte importante do negócio, tais como a responsabilidade social e a qualidade de vida no trabalho, haja vista os rankings anuais das melhores empresas para se trabalhar e os índices de sustentabilidade empresarial.

Mas o que dizem os talentos a respeito do local de trabalho? Em pesquisa que realizei sobre a qualidade do ambiente físico de trabalho junto a colaboradores de uma empresa de educação executiva, foram aplicados instrumentos que solicitavam aos respondentes, através de livre expressão, que caracterizassem e opinassem a respeito de seu local de trabalho atual, além disso que registrassem como seria o local de trabalho ideal. Continue lendo ‘Onde os talentos preferem trabalhar?’

20
jun
09

A empresa na mente dos líderes e talentos

Quando você pensa na empresa em que trabalha, que imagem vem à sua mente? Que idéias e emoções?

Você que é líder de uma organização, que imagem gostaria de inspirar em seus colaboradores? E você que é um talento, que imagem tem da empresa em que gostaria de trabalhar?

Pois bem, essas perguntas estão relacionadas com a cultura organizacional praticada pela empresa e que são ao mesmo tempo causa e efeito do comportamento (o que fazem) e da cognição (o que pensam e o que sentem) das pessoas que dela fazem parte e também de seu ambiente físico. Pode-se dizer que as pessoas, o meio e a cultura se influenciam mutuamente.

As características físicas do lugar impregnam fortemente o imaginário das pessoas, uma vez que são percebidas através de todos os sentidos (visão, tato, olfato, audição, e até o paladar). Ao mesmo tempo as relações interpessoais estabelecidas, a cultura em prática e a cognição do indivíduo dão significado às percepções físicas experimentadas.

Quando todos esses elementos estão conjugados, o resultado é uma imagem organizacional forte e coerente a respeito do lugar, o que contribui para sensação de bem-estar, satisfação e motivação, e para uma idéia clara sobre o que se tem e o que se pode esperar dali. Por outro lado, a incongruência desses fatores leva a desconfiança, estranheza, desorientação, sensação de insegurança e desmotivação, devido à incoerência das informações.

11
jun
09

Locais de trabalho estranhos… (weird worspaces)

Para descontrair um pouco neste feriado, vejam só alguns locais de trabalho estranhos mas muito interessantes!

05
jun
09

Humanizando o desenho do lugar de trabalho (Human based workspace design)

By Ana Paula Simões

workspaceHumanizar o desenho do local de trabalho é tornar mais humano todo o processo de concepção do ambiente, ou seja, além de considerar as demandas técnicas e funcionais características do negócio, é preciso levar em consideração as pessoas envolvidas no processo, sua cognição, comportamento e o contexto social e cultural.

Os modelos de trabalho e processos de produção vêm mudando em velocidade acelerada desde a revolução industrial. A mudança dos artefatos – equipamentos, tecnologias, métodos e técnicas – estão na ponta do processo e provocando a necessidade de mudanças nas relações humanas – sociais e culturais – de menor velocidade. É mais rápido mudar coisas (desprovidas de desejos e necessidades) do que pessoas – com valores, crenças, expectativas e temperamentos diferentes.

Curioso observar que a produção do local de trabalho reflete essa diferença de velocidade: ao mesmo tempo em que avança o desenvolvimento de novos materiais, processos construtivos e tecnologia, o ritmo da demanda e produção de ambientes de trabalho que sejam um reflexo dos mais recentes modelos organizacionais é bastante lento.

Continue lendo ‘Humanizando o desenho do lugar de trabalho (Human based workspace design)’

01
jun
09

O espaço físico e a experiência de compra

Você já se sentiu desconfortável no ambiente de uma loja a ponto de sair de lá sem comprar o que queria? E o contrário, já entrou em ambientes tão agradáveis que acabou levando alguma coisa?

Pois então, existe uma correlação entre a qualidade do espaço físico de uma loja e a experiência do cliente, influenciada pelo layout, disposição dos produtos, trajetória dentro da loja, dentre outros fatores.

No livro “Vamos às compras”, Paco Underhill aborda o tema, parte do que ele denomina como envirosell, definindo diversos conceitos relacionados a melhor compreensão da experiência de compra no ambiente de varejo. Abaixo segue um resumo dos conceitos definidos por Underhill e um vídeo com exemplos da metodologia de pesquisa aplicada no local de compras.

Continue lendo ‘O espaço físico e a experiência de compra’

21
maio
09

Barriers to Sustainability

Fairleigh Dickinson University

sustainable pyramidThe American Management Association (AMA) report, Creating a Sustainable Future: A Global Study of Current Trends and Possibilities, 2007–2017, lists several barriers to sustainable business. It cites such examples as an anti-environmentalism movement, challenges to global warming research, affordability, unawareness of what sustainability is, skepticism among leaders, difficulty in measuring goals and short-term thinking by corporate executives.

Another barrier to sustainability is the notion that such initiatives are an expensive gamble on the corporation’s part. “Managers who are trained to believe that profit is the prime directive of business may find it hard to believe the financial bottom line can improve through social- and environmental-responsibility efforts,” states the report.

Another source of resistance is confusion over what constitutes a sustainable business. According to the AMA study, “Some executives confuse sustainability with one of its parts — corporate social responsibility — and assume their organizations are already up to par because they have done good things for their communities.”

One very strong deterrent to implementing sustainable business practices is the difficulty in measuring sustainability outcomes. This is where organizations like Fairleigh Dickinson University’s Institute for Sustainable Enterprise (ISE) and the AMA become crucial to the future of business and society.

“Education can bring much-needed awareness to corporate sustainability and different ways to measure it,” says Joel Harmon, ISE director of research. For instance, the ISE has developed the Sustainability Pyramid, which details qualities associated with highly successful sustainability strategies (see Figure 1).

Midway as one moves up the pyramid are metrics or the measurement of sustainability efforts. These may include: environmental efficiency, measured through energy audits; carbon footprint analysis; global reporting initiatives undertaken; community/corporate citizenship, commonly known as corporate social responsibility; a corporate atmosphere that is strong on ethics; and a diverse employee population.

Continue lendo ‘Barriers to Sustainability’

19
maio
09

Jaime Lerner: novo urbanismo

Veja palestra de Jaime Lerner para o TEDtalks, falando sobre sua experiência de planejamento urbano em Curitiba e como ela se tornou referência mundial para a solução de problemas urbanos tais como o transporte de massa:

16
maio
09

Espaço de trabalho: arrumado ou bagunçado? Para quem?

Seu espaço de trabalho lhe fornece ganchos cognitivos que favorecem sua produção, ou que te dispersam?

dbximg-0003Tudo que está ao alcance da nossa percepção pode funcionar como uma interface que, segundo Pierre Lévy “possui sempre pontas livres prontas a se enlaçar, ganchos próprios para se prender em módulos sensoriais ou cognitivos, estratos de personalidade, cadeias operatórias, situações …”

Todos os nossos sentidos são receptores dos estímulos das diversas interfaces com as quais interagimos. No entanto, a visão é especialmente poderosa captadora de ganchos cognitivos, possibilitando a recepção de diversas imagens que formam redes de significação em nossa mente.

dbximg-0014

Em nosso espaço de trabalho, podemos ter ganchos cognitivos de concentração ou dispersão, mas ter um ou outro resultado vai depender da característica cognitiva do indivíduo.

 

Nas áreas de trabalho ilustradas neste post, você teria tendência à concentração ou a dispersão?

 

  dbximg-0021Algumas dessas estações de trabalho lembram aquelas paisagens urbanas nas quais há excesso de letreiro, propagandas, estímulos visuais diversos, que no final acabam não chamando atenção pois todos se fundem num grande “pano de fundo”, como se fosse uma textura, sem destaque. Num caso desses o gancho cogntivo, para efetivamente atrair o olhar e estabelecer uma rede de significação, necessitará chamar a atenção pelo contraste, ou seja, sendo uma área limpa num todo poluído.

Talvez por isso algumas pessoas reclamem que, quando alguém limpa suas mesas, aí sim é que se distraem!

14
maio
09

Justiça Ambiental

Majora Carter, ativista vencedora do prêmio MacArthur, detalha sua luta por justiça ambiental em South Bronx — e mostra como bairros habitados pelas minorias sofrem mais com a política urbana imperfeita (by TED talks):

(ver com legenda em português)

03
mar
09

Boundary objects presenciais na aprendizagem organizacional

evolutionNuma organização temos, em geral, diversos grupos de indivíduos ligados especialmente por afinidade de função, mas também por valores compartilhados e outros tipos de afinidades.

O que vemos é que ocorre muitas vezes uma certa união e troca de experiências dentro desses grupos, mas entre grupos ou entre indivíduos de diferentes grupos a interação em geral é mais difícil, especialmente se estivermos falando de organizações com grande número de funcionários em unidades localizadas em diferentes cidades.

Como promover a interação entre essas pessoas, de maneira que o conhecimento desenvolvido e adquirido seja compartilhado e enriqueça a aprendizagem organizacional? Como tornar as ricas experiências de determinados grupos a profilaxia de erros e o caminho para a inovação?

Na busca dessas respostas entram em cena os conceitos de comunidades de prática e boundary objects, sendo que aqui abordarei o uso de boundary objects presenciais, vinculados à estrutura física das organizações, e que podem favorecer o florecimento e a proficuidade das comunidades de prática.

Continue lendo ‘Boundary objects presenciais na aprendizagem organizacional’

27
fev
09

O ambiente e as relações de poder no trabalho

espaco_pessoal4Mesas grandes, cadeiras de espaldar alto, salas com espaço suficiente para um sofá e objetos de arte, são características típicas de uma alta posição nos níveis de poder. Por outro lado, ser ocupante de uma “baia” ou cubículo, sem direito a janela, demonstra uma posição mediana na escala de poder. Nem sequer ter uma mesa pode indicar a menor posição, a não ser que essa pessoa seja um home-worker ou tenha um tipo de trabalho externo.

Continue lendo ‘O ambiente e as relações de poder no trabalho’

24
fev
09

cultura organizacional e o ambiente de trabalho

fig62Ao analisarmos a cultura organizacional vigente em uma determinada instituição, podemos levar em conta variáveis como as imagens da organização que cada indivíduo forma a respeito da empresa (ver Gareth Morgan), a força motriz organizacional e os valores que a impulsionam (ver  Silvio Johann).

Dados a respeito das três variáveis que mencionei acima podem ser obtidos através de entrevistas e questionários aplicados junto às pessoas que compõem a empresa. Além desse tipo de ferramenta, considero que a análise do ambiente de trabalho e do comportamento das pessoas dentro no local é também muito valioso e pode elucidar a dinâmica socio-cultural vigente e que, em certas situações, podem não estar claras nem mesmo para as pessoas que vivem o dia-a-dia da empresa.

Atualmente já é possível, por exemplo, fazer uma correlação direta entre o layout de um escritório e o sistema de trabalho adotado, havendo uma conexão entre o nível de territorialidade e as características grupais ou individuais das tarefas realizadas.

Mas não é apenas no layout que a cultura organizacional se manifesta. Ela também está presente em pequenos detalhes da organização física do espaço, desde os objetos sobre as mesas até murais e locais para o inocente cafezinho.

Para pensar: o que o seu ambiente de trabalho “diz” sobre a cultura da sua empresa?

21
fev
09

O ambiente humano

A ponta da discussão sobre o espaço construído é, sem dúvida, a sustentabilidade. Falar da relação homem-ambiente sem considerar o impacto de decisões construtivas, organizacionais e políticas seria fechar os olhos para as conexões profundas e sistêmicas entre a humanidade e seu estilo de vida com sua longevidade saudável e em convivência positiva com a biosfera.

 

21
fev
09

Estudo da paisagem (landscape studies)

(fonte: Jo Guild; tradução Ana Simões)

A idade moderna da paisagem é uma época na qual as interações sociais, o mercado e o desenvolvimento são rotineiramente conduzidos por instituições invisíveis aos indivíduos em geral. A infraestrutura e o capital do estado tornaram imensos e irreversíveis os efeitos das edificações, na forma de corredores urbanos, monumentos e desperdício, direcionando os percursos diários e interações em novos espaços. Na era do edifício moderno, os segredos da formação da paisagem são constantemente ocultados.

Continue lendo ‘Estudo da paisagem (landscape studies)’

21
fev
09

Sobre facility management

Olá pessoal,

Encontrei um vídeo muito bom que explica a profissão de Facility Manager. Está em inglês, vou ver se consigo inserir uma legenda, mas enquanto isso já deixo à disposição. Vale à pena conferir!




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Sou Ana Paula Simões, pesquisadora da relação pessoa-ambiente em diversos contextos de interrelação. Postarei aqui informações, curiosidades, pesquisas e ferramentas interessantes na área. Seja bem-vindo(a)!

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