Archive for the 'Avaliação Pós-Ocupação – APO' Category

24
nov
09

Novo livro sobre APO (avaliação pós-ocupação)

 Interessados e pesquisadores da área de avaliação de desempenho do ambiente construído, não deixem de acessar o livro digital Observando a Qualidade do Lugar: procedimentos para a avaliação pós-ocupação.

Os autores são professores doutores da UFRJ (Paulo Afonso Rheingantz, Giselle Arteiro Azevedo, Alice Brasileiro, Denise de Alcantara, Mônica Queiroz), pesquisadores do grupo ProLUGAR, que vem desenvolvendo pesquisa na área de APO há décadas.

O livro é uma compilação das experiências de pesquisa do grupo e apresenta métodos e instrumentos de APO detalhadamente, com diversas exemplificações. Extremamente útil para a pesquisa na área da arquitetura e urbanismo, vale à pena conferir!

07
out
09

Retrofit e Sustentabilidade

O conceito de retrofit está ligado à modernização de estruturas edificadas e atualmente tem sido aplicado levando em conta as demandas de sustentabilidade em relação aos espaços construídos.

Através do retrofit se busca a adequação das necessidades do local às funções, mantendo as características formais da edificação, preservando assim seu valor histórico e cultural.

O Retrofit trabalha o conceito de sustentabilidade na medida em que busca preservar os elementos que caracterizam a edificação (ao invés de simplesmente descartá-los), sendo modificadas características que melhorem o desempenho energéticos, aumentem sua eficiência funcional e valorizem sua estética.

Para identificar o que precisa ser modificado na edificação pode-se utilizar a metodologia APO – Avaliação Pós-Ocupação, através da qual se elabora o diagnóstico de desempenho dos espaços construídos e indica-se diretrizes a serem adotadas nas ações de retrofit ou novos projetos.

Veja alguns exemplos de retrofit na reportagem de André Trigueiro para o programa Cidades e Soluções da Globo News:

04
set
09

experiência e cognição no lugar de trabalho

dissertacaoEsta dissertação busca aprofundar o entendimento da relação homem x ambiente no lugar de trabalho, a partir da abordagem atuacionista da cognição humana, a fim de identificar os elementos que proporcionam bem-estar aos usuários e conferem qualidade ao ambiente de trabalho. A partir do problema que direciona esta investigação – a incorporação do “olhar cognitivo” contribui efetivamente para a compreensão da qualidade do lugar de trabalho? – a pesquisa procura relacionar a cognição e a Avaliação Pós-Ocupação (APO) de ambientes de escritório, através da abordagem da Observação Incorporada – fundamentada no atuacionismo e na objetividade entre parêntesis – onde a experiência vivenciada pelo pesquisador e demais usuários no e sobre o ambiente é instrumento e objeto de pesquisa, tendo como base um conjunto de atributos de desempenho do ambiente construído. Como estudo de caso, foi realizada a APO de uma empresa do ramo de educação executiva, em operação na cidade de São Paulo. Continue lendo ‘experiência e cognição no lugar de trabalho’

29
jun
09

Ambiente físico propício à gestão do conhecimento

clubEquacionar a necessidade de privacidade e interação é um desafio da concepção dos ambiente de trabalho da atualidade, especialmente diante da demanda de espaços que permitam a convivência e contato constante, que possibilitem a troca de conhecimento de maneira desimpedida e, por outro lado, certos tipos de trabalho que exigem concentração, sigilo e respeito à privacidade.

A polêmica privacidade vs. interação é apimentada quando o discurso da “necessidade de abrir os espaços e ao mesmo tempo possibilitar àqueles que necessitam salas fechadas” é utilizado como justificativa para, no fundo, fazer uso da diferenciação do tratamento dos ambientes como símbolo de status e indicação da posição hierárquica. Nos Estados Unidos por exemplo, a expressão corner office (escritório de quina, com duas faces envidraçadas) é freqüentemente utilizada como símbolo de ascenção profissional.

Concordo que haja diferentes necessidades de espaço físico conforme a atividade exercida e as características da equipe. O que não concordo é que as verdadeiras intenções do tratamento diferente dos espaços, com “salas para os chefes e baias apertadas para o staff” – opinião de um colaborador em pequisa de opinião sobre o ambiente físico de trabalho que realizei – esteja ocultada por um discurso de necessidade de maior interação entre as áreas. Continue lendo ‘Ambiente físico propício à gestão do conhecimento’

01
jun
09

O espaço físico e a experiência de compra

Você já se sentiu desconfortável no ambiente de uma loja a ponto de sair de lá sem comprar o que queria? E o contrário, já entrou em ambientes tão agradáveis que acabou levando alguma coisa?

Pois então, existe uma correlação entre a qualidade do espaço físico de uma loja e a experiência do cliente, influenciada pelo layout, disposição dos produtos, trajetória dentro da loja, dentre outros fatores.

No livro “Vamos às compras”, Paco Underhill aborda o tema, parte do que ele denomina como envirosell, definindo diversos conceitos relacionados a melhor compreensão da experiência de compra no ambiente de varejo. Abaixo segue um resumo dos conceitos definidos por Underhill e um vídeo com exemplos da metodologia de pesquisa aplicada no local de compras.

Continue lendo ‘O espaço físico e a experiência de compra’

24
fev
09

cultura organizacional e o ambiente de trabalho

fig62Ao analisarmos a cultura organizacional vigente em uma determinada instituição, podemos levar em conta variáveis como as imagens da organização que cada indivíduo forma a respeito da empresa (ver Gareth Morgan), a força motriz organizacional e os valores que a impulsionam (ver  Silvio Johann).

Dados a respeito das três variáveis que mencionei acima podem ser obtidos através de entrevistas e questionários aplicados junto às pessoas que compõem a empresa. Além desse tipo de ferramenta, considero que a análise do ambiente de trabalho e do comportamento das pessoas dentro no local é também muito valioso e pode elucidar a dinâmica socio-cultural vigente e que, em certas situações, podem não estar claras nem mesmo para as pessoas que vivem o dia-a-dia da empresa.

Atualmente já é possível, por exemplo, fazer uma correlação direta entre o layout de um escritório e o sistema de trabalho adotado, havendo uma conexão entre o nível de territorialidade e as características grupais ou individuais das tarefas realizadas.

Mas não é apenas no layout que a cultura organizacional se manifesta. Ela também está presente em pequenos detalhes da organização física do espaço, desde os objetos sobre as mesas até murais e locais para o inocente cafezinho.

Para pensar: o que o seu ambiente de trabalho “diz” sobre a cultura da sua empresa?




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Sou Ana Paula Simões, pesquisadora da relação pessoa-ambiente em diversos contextos de interrelação. Postarei aqui informações, curiosidades, pesquisas e ferramentas interessantes na área. Seja bem-vindo(a)!

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