Posts Tagged ‘taylorista

29
jun
09

Ambiente físico propício à gestão do conhecimento

clubEquacionar a necessidade de privacidade e interação é um desafio da concepção dos ambiente de trabalho da atualidade, especialmente diante da demanda de espaços que permitam a convivência e contato constante, que possibilitem a troca de conhecimento de maneira desimpedida e, por outro lado, certos tipos de trabalho que exigem concentração, sigilo e respeito à privacidade.

A polêmica privacidade vs. interação é apimentada quando o discurso da “necessidade de abrir os espaços e ao mesmo tempo possibilitar àqueles que necessitam salas fechadas” é utilizado como justificativa para, no fundo, fazer uso da diferenciação do tratamento dos ambientes como símbolo de status e indicação da posição hierárquica. Nos Estados Unidos por exemplo, a expressão corner office (escritório de quina, com duas faces envidraçadas) é freqüentemente utilizada como símbolo de ascenção profissional.

Concordo que haja diferentes necessidades de espaço físico conforme a atividade exercida e as características da equipe. O que não concordo é que as verdadeiras intenções do tratamento diferente dos espaços, com “salas para os chefes e baias apertadas para o staff” – opinião de um colaborador em pequisa de opinião sobre o ambiente físico de trabalho que realizei – esteja ocultada por um discurso de necessidade de maior interação entre as áreas. Continue lendo ‘Ambiente físico propício à gestão do conhecimento’

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05
jun
09

Humanizando o desenho do lugar de trabalho (Human based workspace design)

By Ana Paula Simões

workspaceHumanizar o desenho do local de trabalho é tornar mais humano todo o processo de concepção do ambiente, ou seja, além de considerar as demandas técnicas e funcionais características do negócio, é preciso levar em consideração as pessoas envolvidas no processo, sua cognição, comportamento e o contexto social e cultural.

Os modelos de trabalho e processos de produção vêm mudando em velocidade acelerada desde a revolução industrial. A mudança dos artefatos – equipamentos, tecnologias, métodos e técnicas – estão na ponta do processo e provocando a necessidade de mudanças nas relações humanas – sociais e culturais – de menor velocidade. É mais rápido mudar coisas (desprovidas de desejos e necessidades) do que pessoas – com valores, crenças, expectativas e temperamentos diferentes.

Curioso observar que a produção do local de trabalho reflete essa diferença de velocidade: ao mesmo tempo em que avança o desenvolvimento de novos materiais, processos construtivos e tecnologia, o ritmo da demanda e produção de ambientes de trabalho que sejam um reflexo dos mais recentes modelos organizacionais é bastante lento.

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Sou Ana Paula Simões, pesquisadora da relação pessoa-ambiente em diversos contextos de interrelação. Postarei aqui informações, curiosidades, pesquisas e ferramentas interessantes na área. Seja bem-vindo(a)!

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