A humanização do ambiente de trabalho vem se ampliando não por simples modismo, mas pela necessidade de se buscar diferenciais competitivos sustentáveis. Finalmente nos demos conta de que qualquer empresa é feita por pessoas, e de que as pessoas não são máquinas com precisão matemática.
Todos temos particularidades, idéias, emoções e atitudes personalíssimas, que ao mesmo tempo causam e recebem influência de um meio físico, social e cultural. Isso não é novidade, mas a diferença agora é que estamos começando a reconhecer tudo isso. Uma das maiores provas dessa mudança é a chegada da era do conhecimento e, por extensão, da gestão do conhecimento nas empresas.
Quem gera conhecimento é a pessoa, ao atribuir significado às informações que acessa. Por essa razão, gerir conhecimento envolve a gestão de relacionamentos que possam reduzir tempo de aprendizagem a partir do compartilhamento de informações e das práticas conjuntas (em equipe) geradoras de conhecimento.
Esse processo otimiza a produtividade porque potencializa o ganho de expertise dos profissionais da empresa. Para isso é preciso compreender cada vez mais o ser humano e suas relações – intrapessoal, interpessoal e com o meio cultural e físico.
Nesse contexto é preciso que as variáveis sociais, culturais, intrapessoais e ambientais estejam alinhadas, coerentes com as práticas de gestão. Para o colaborador, a percepção de uma eventual incoerência pode até levar tempo, mas em algum momento será identificado quando o discurso é apenas “politicamente correto” e quando corresponde de fato às intenções e as práticas empresariais.
Nesse ponto cabe a seguinte questão: a empresa está disposta a perder talentos devido à práticas incoerentes de gestão?
Equacionar a necessidade de privacidade e interação é um desafio da concepção dos ambiente de trabalho da atualidade, especialmente diante da demanda de espaços que permitam a convivência e contato constante, que possibilitem a troca de conhecimento de maneira desimpedida e, por outro lado, certos tipos de trabalho que exigem concentração, sigilo e respeito à privacidade.
Ter uma marca forte, ou seja, com forte evocação de imagens mentais positivas, é importantíssimo para o sucesso de qualquer produto. Além disso, atualmente as empresas são lembradas não apenas pelos produtos e serviços que oferecem, mas também por fatores que cada vez mais se compreende como parte importante do negócio, tais como a responsabilidade social e a qualidade de vida no trabalho, haja vista os rankings anuais das melhores empresas para se trabalhar e os índices de sustentabilidade empresarial.
Humanizar o desenho do local de trabalho é tornar mais humano todo o processo de concepção do ambiente, ou seja, além de considerar as demandas técnicas e funcionais características do negócio, é preciso levar em consideração as pessoas envolvidas no processo, sua cognição, comportamento e o contexto social e cultural.
Mesas grandes, cadeiras de espaldar alto, salas com espaço suficiente para um sofá e objetos de arte, são características típicas de uma alta posição nos níveis de poder. Por outro lado, ser ocupante de uma “baia” ou cubículo, sem direito a janela, demonstra uma posição mediana na escala de poder. Nem sequer ter uma mesa pode indicar a menor posição, a não ser que essa pessoa seja um home-worker ou tenha um tipo de trabalho externo.
Ao analisarmos a cultura organizacional vigente em uma determinada instituição, podemos levar em conta variáveis como as 
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