La Dimensión Oculta (fichamento)
(19ªed.) Madrid, Espana: Siglo XXI editores, 1999.
O tema central do livro é o espaço pessoal e social e a percepção que o homem tem dele (p.6).
Cultura como Comunicação (capítulo 1, p. 6-13)
Proxêmica: (termo criado pelo autor) conceito utilizado para designar as observações e teorias inter-relacionadas do emprego que o homem faz do espaço, que é uma elaboração especializada da cultura (p.6). Observações e teorias inter-relacionadas acerca do emprego do espaço pelo homem (p.125).
Segundo Benjamin Lee Whorf, o idioma é mais do que um simples meio de expressar o pensamento, é um elemento principal na formação do pensamento. A percepção que o homem tem do mundo está programada pela língua que fala (p.6-7).
Os sistemas culturais, de países, cidades e grupos sociais, por um lado emprestam significado à nossa vida e por outro geram deformação de sentido na percepção e interpretação do mundo.
Nesse sentido o idioma e o vocabulário do indivíduo são mais do que meios de expressão do pensamento, trata-se na realidade do meio principal da formação do pensamento. A mente humana registra e estrutura a realidade exterior de acordo com a língua e vocabulário que utiliza.
Pessoas de diferentes sistemas culturais não só utilizam diferentes linguagens, mas também habitam diferentes mundos sensórios (p.8).
O homem se distingue dos demais animais pelo fato de ter desenvolvido prolongamentos de seu organismo: cérebro-computador, voz-telefone, pernas-rodas; a linguagem prolonga a experiência do tempo e espaço, e a escrita prolonga a linguagem (p.9). Segundo o antropólogo Weston La Barre, o homem transferiu a evolução de seu corpo aos seus prolongamentos e assim acelerou o processo evolutivo (p.9).
Podemos ver o homem como um organismo que elaborou e especializou seus prolongamentos a tal ponto que estes tomaram o comando e estão substituindo rapidamente a natureza. Ou seja, o homem criou uma nova dimensão, a dimensão cultural, da qual a proxêmica é apenas uma parte (p.10).
A relação entre o homem e a dimensão cultural é tal que tanto o homem quanto seu meio ambiente participam de um modelamento mútuo (p.10).
O homem está agora em condições de criar realmente todo o mundo em que pretende vive, o que os biólogos chamam de biotopo. E ao criar esse mundo, está determinando a classe de organismo que será. Num sentido mais amplo, isso significa que nossas cidades estão criando tipos diferentes de pessoas (p.10).


Ter uma marca forte, ou seja, com forte evocação de imagens mentais positivas, é importantíssimo para o sucesso de qualquer produto. Além disso, atualmente as empresas são lembradas não apenas pelos produtos e serviços que oferecem, mas também por fatores que cada vez mais se compreende como parte importante do negócio, tais como a responsabilidade social e a qualidade de vida no trabalho, haja vista os rankings anuais das melhores empresas para se trabalhar e os índices de sustentabilidade empresarial.
Humanizar o desenho do local de trabalho é tornar mais humano todo o processo de concepção do ambiente, ou seja, além de considerar as demandas técnicas e funcionais características do negócio, é preciso levar em consideração as pessoas envolvidas no processo, sua cognição, comportamento e o contexto social e cultural.
Tudo que está ao alcance da nossa percepção pode funcionar como uma interface que, segundo Pierre Lévy “possui sempre pontas livres prontas a se enlaçar, ganchos próprios para se prender em módulos sensoriais ou cognitivos, estratos de personalidade, cadeias operatórias, situações …”
Algumas dessas estações de trabalho lembram aquelas paisagens urbanas nas quais há excesso de letreiro, propagandas, estímulos visuais diversos, que no final acabam não chamando atenção pois todos se fundem num grande “pano de fundo”, como se fosse uma textura, sem destaque. Num caso desses o gancho cogntivo, para efetivamente atrair o olhar e estabelecer uma rede de significação, necessitará chamar a atenção pelo contraste, ou seja, sendo uma área limpa num todo poluído.
Mesas grandes, cadeiras de espaldar alto, salas com espaço suficiente para um sofá e objetos de arte, são características típicas de uma alta posição nos níveis de poder. Por outro lado, ser ocupante de uma “baia” ou cubículo, sem direito a janela, demonstra uma posição mediana na escala de poder. Nem sequer ter uma mesa pode indicar a menor posição, a não ser que essa pessoa seja um home-worker ou tenha um tipo de trabalho externo.
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