08
fev
11

Silêncio… incomoda?

Uns dizem que quem cala consente, outros que um olhar vale mais que mil palavras… há ainda aquele silêncio típico do “climão”… e também o silêncio confortável da aceitação mútua e incondicional.

O silêncio informa, e a leitura correta do tipo de silêncio que está ocorrendo auxilia na melhor condução e posicionamento nas relações interpessoais.

A autora Áurea Castilho, em seu livro “A dinâmica do trabalho de grupo” lista 18 tipos de silêncio conforme o contexto de interrelação: Continue lendo ‘Silêncio… incomoda?’

03
fev
11

Aprendizagem significativa em T&D

Como adotar os princípios da andragogia na prática de treinamento e desenvolvimento?

Como evitar que o treinamento seja uma mera passagem de informações sem significado para os participantes e o instrutor um repetidor de conceitos “enlatados”?

No livro Train Smart, Richard Allen apresenta conceitos que ajudam a responder essas questões. Embora não faça menção direta sobre a andragogia, o autor indica alguns procedimentos para qualificação da prática de T&D alinhados à educação de adultos.

Confira o resumo e um quadro-síntese do livro.

18
nov
10

Design instrucional andragógico

Problema iminente

Aprender na empresa é absolutamente diferente da aprendizagem acadêmica. Um dos diferenciais fundamentais é a relevância prática do conhecimento, visando resolver problemas imediatos da vida real do profissional.

As atividades instrucionais no ambiente organizacional precisam, portanto, considerar as características do adulto aprendente, que possui toda uma bagagem de vida, profissional e pessoal, e necessidades imediatas de solução de problemas.

Conhecer algumas teorias de aprendizagem dão suporte conceitual aos que se dedicam, ou se interessam, pelo design instrucional voltado às organizações. Partilho com vocês um material que considerei bastante interessante nesse sentido: um quadro comparativo de diferentes teorias de aprendizagem, suas aplicações para o ensino e avaliação dos resultados (clique para acessar).

21
out
10

O processo no grupo – Yalom

Excelente livro para entender melhor processos de grupo, Psicoterapia de Grupo (Irvin Yalom) aborda de maneira didática como fazer a leitura do que se passa no grupo e melhores métodos de intervenção.

Saiba mais sobre o que está por trás do que as pessoas dizem e fazem em grupo.

O livro se baseia em duas premissas: 1. a interação no aqui-e-agora é crucial para a efetividade da dinâmica do grupo; e 2. quanto mais focado em processo, mais potência tem o grupo.

Clique aqui e acesse o resumo do capítulo 6 do livro, sobre a ativação e o esclarecimento do aqui-e-agora (processo).

11
abr
10

a árvore do conhecimento (maturana e varela)

O livro tem como idéia central conhecer o conhecer através de um approach nem representacionista (o mundo como representações mentais) nem solipsista (concepção da filosofia clássica segundo o qual só existe a interioridade de cada um), mas da contabilidade lógica a partir da observação da ontogenia de uma unidade autopoiética (dinâmica interna + interação): 

Como observadores, podemos ver uma unidade em domínios diferentes, a depender das distinções que fizermos. Assim, por um lado podemos considerar um sistema no domínio de funcionamento de seus componentes, no âmbito de seus estados internos e modificações estruturais. Partindo desse modo de operar, para a dinâmica interna do sistema o ambiente não existe, é irrelevante. Por outro lado, também podemos considerar uma unidade segundo suas interações com o meio, e descrever a história de suas inter-relações com ele. Nessa perspectiva – na qual o observador pode estabelecer relações entre certas características do meio e o comportamento da unidade – a dinâmica interna desta é irrelevante (p. 150 e 151). 

[...] Nenhum desses dois domínios possíveis de descrição é problemático em si. Ambos são necessários para o pleno entendimento de uma unidade. É o observador que os correlaciona a partir de sua perspectiva externa (p. 151). 

[...] O êxito ou fracasso de uma conduta são sempre definidos pelo âmbito de expectativas especificadas pelo observador (p. 154).  

Os autores partem da premissa que a certeza é uma ilusão: “toda experiência de certeza é um fenômeno individual cego em relação ao ato cognitivo do outro, numa solidão que [...] só é transcendida no mundo que criamos junto com ele.” (p. 22). Considera ainda que o fenômeno do conhecer é indissociável da nossa experiência de mundo: “não se pode tomar o fenômeno do conhecer como se houvesse ‘fatos’ ou objetos lá fora, que alguém capta e introduz na cabeça. A experiência de qualquer coisa lá fora é validada de uma maneira particular pela estrutura humana, que torna possível ‘a coisa’ que surge na descrição” (p. 31). Trecho essencial do livro (p. 108 e 109): 

Como observadores, distinguimos a unidade que é o ser vivo de seu pano de fundo e o caracterizamos com uma determinada organização. Com isso, optamos por distinguir duas estruturas, que serão consideradas operacionalmente independentes entre si – o ser vivo e o meio – e entre as quais ocorre uma congruência estrutural necessária (caso contrário a unidade desaparece). Nessa congruência estrutural, uma perturbação no meio não contém em si uma especificação de seus efeitos sobre o ser vivo. Este, por meio de sua estrutura, é que determina quais as mudanças que ocorrerão em resposta. Essa interação não é instrutiva, porque não determina quais serão seus efeitos. Por isso, usamos a expressão desencadear um efeito, e com ela queremos dizer que as mudanças que resultam da interação entre o ser vivo e o meio são desencadeadas pelo agente perturbador e determinadas pela estrutura do sistema perturbado. [...] como cientistas, só podemos tratar com unidades estruturalmente determinadas. Isto é: só podemos lidar com sistemas nos quais todas as modificações estão determinadas por sua estrutura – seja ela qual for –, e nos quais essas modificações estruturais ocorram como resultado de sua própria dinâmica, ou sejam desencadeadas por suas interações.  

Clique aqui para acessar o fichamento completo.

17
mar
10

A Dimensão Oculta (Edward Hall)

La Dimensión Oculta (fichamento)

(19ªed.) Madrid, Espana: Siglo XXI editores, 1999.

O tema central do livro é o espaço pessoal e social e a percepção que o homem tem dele (p.6).

Cultura como Comunicação (capítulo 1, p. 6-13)

Proxêmica: (termo criado pelo autor) conceito utilizado para designar as observações e teorias inter-relacionadas do emprego que o homem faz do espaço, que é uma elaboração especializada da cultura (p.6). Observações e teorias inter-relacionadas acerca do emprego do espaço pelo homem (p.125).

Segundo Benjamin Lee Whorf, o idioma é mais do que um simples meio de expressar o pensamento, é um elemento principal na formação do pensamento. A percepção que o homem tem do mundo está programada pela língua que fala (p.6-7).

Os sistemas culturais, de países, cidades e grupos sociais, por um lado emprestam significado à nossa vida e por outro geram deformação de sentido na percepção e interpretação do mundo.

Nesse sentido o idioma e o vocabulário do indivíduo são mais do que meios de expressão do pensamento, trata-se na realidade do meio principal da formação do pensamento. A mente humana registra e estrutura a realidade exterior de acordo com a língua e vocabulário que utiliza.

Pessoas de diferentes sistemas culturais não só utilizam diferentes linguagens, mas também habitam diferentes mundos sensórios (p.8).

O homem se distingue dos demais animais pelo fato de ter desenvolvido prolongamentos de seu organismo: cérebro-computador, voz-telefone, pernas-rodas; a linguagem prolonga a experiência do tempo e espaço, e a escrita prolonga a linguagem (p.9). Segundo o antropólogo Weston La Barre, o homem transferiu a evolução de seu corpo aos seus prolongamentos e assim acelerou o processo evolutivo (p.9).

Podemos ver o homem como um organismo que elaborou e especializou seus prolongamentos a tal ponto que estes tomaram o comando e estão substituindo rapidamente a natureza. Ou seja, o homem criou uma nova dimensão, a dimensão cultural, da qual a proxêmica é apenas uma parte (p.10).

A relação entre o homem e a dimensão cultural é tal que tanto o homem quanto seu meio ambiente participam de um modelamento mútuo (p.10).

O homem está agora em condições de criar realmente todo o mundo em que pretende vive, o que os biólogos chamam de biotopo. E ao criar esse mundo, está determinando a classe de organismo que será. Num sentido mais amplo, isso significa que nossas cidades estão criando tipos diferentes de pessoas (p.10).

Continue lendo ‘A Dimensão Oculta (Edward Hall)’

03
dez
09

Música, ambiente e comportamento: desenho da paisagem sonora (soundscape design)

Quem já não entrou numa loja e saiu quase imediatamente por causa do tipo de música ambiente? Quem já não ficou com os nervos à flor da pele devido ao excesso de barulho a sua volta? Quem já não relaxou a beira mar ao som das ondas calmas e o canto dos pássaros?

Em 5 minutos Julian Tresure demonstra o poder do desenho da paisagem sonora sobre o comportamento das pessoas, e como o som pode ser um aliado na composição de uma marca, na capacidade produtiva e no bem-estar do indivíduo.




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Sou Ana Paula Simões, pesquisadora da relação pessoa-ambiente em diversos contextos de interrelação. Postarei aqui informações, curiosidades, pesquisas e ferramentas interessantes na área. Seja bem-vindo(a)!

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